quarta-feira, 10 de abril de 2013

3º Aniversário da EPL



Amados irmãos e irmãs em Cristo,

Parece que foi ontem que iniciamos esta grande obra denominada Equipe Paroquial de Liturgia, a famosa "EPL" como nossas comunidades e as pessoas mais simples a conhecem.

Talvez, muitos não conheçam a nossa história, nossa caminhada ao longo destes anos, e por isso, possam criticar ou supervalorizar fatos, situações que viram e vêem, sem conhecer de fato, o que é esta Pastoral, sua espiritualidade, carisma e missão própria dentro de nossa paróquia, bem como seus idealizadores e membros que, imbuídos do espírito renovador do Concílio Vaticano II, esforçam-se em promover em nossas comunidades, o desejo de transformação, inculturação, resgate da espiritualidade, valorização da pessoa humana a partir do culto, de nossas celebrações, momentos formativos e da vivência / experiência pessoal com o Cristo.

Parece que foi ontem que, com a posse do cônego Pe. Sergio Bernardi crl como pároco da matriz Nossa Senhora Aparecida de Vila Piauí, foram erigidos os três grandes Conselhos que teriam como missão, a animação e encaminhamento de atividades específicas conforme sua finalidade: com isso, constituíram-se o Conselho Administrativo (CA), composto pelos tesoureiros e administradores das comunidades; o Conselho Paroquial de Pastoral (CPP), formado pelos coordenadores de pastoral e animadores comunitários; e o Conselho Paroquial de Liturgia (CPL), constituído pelos coordenadores de liturgia de nossas comunidades.

Com isso, no dia 10 de abril de 2010, algumas pessoas foram eleitas como responsáveis pelo CPL, e de forma especial, como organizadores das atividades litúrgicas paroquiais. Na ocasião, foram indicados como Coordenador: Eudemir Moura (Jd. Sta. Rita); Vice-coordenadora: Rudinéia Silva (Bela Vista), Secretária: Annahi Carmelin (Pq. Bandeirantes); Representante Regional: Luciana Messias (Jd. Dávila).

No dia 21 de abril do mesmo ano, os coordenadores de liturgia das demais comunidades, juntamente com outras pessoas que possuíam certo apreço pela liturgia, reuniram-se na Comunidade São Judas Tadeu – Pq. Bandeirantes, para aí, realizarem a primeira reunião da então, não definida, Equipe Paroquial de Liturgia (EPL), que teria sua formação oficializada no dia 01 de julho de 2010, com a realização de um Retiro Formativo, a Celebração do 1º Capítulo da Equipe e a Benção de Envio para o exercício de suas atividades, pelas mãos do mesmo pároco. A primeira formação da EPL fora constituída pelos seguintes membros e suas funções: Coordenador: Eudemir Moura (Jd. Sta. Rita); Vice-Coordenadora: Annahi Carmelin (Pq. Bandeirantes); Secretária: Rosangela Maciel Vince (Vl. Piauí); Tesoureira: Carmelúcia Alves (Vl. Clarice); Conselheiro: Seminarista Edi Carlos Mario e Silva (CRL). Neste mesmo Capítulo foram indicadas para animação das subequipes as seguintes pessoas: Representante das Equipes Comunitárias de Liturgia: Annahi Carmelin, Carmelúcia Alves, Luciana Messias e Cleonice Ana de Paula (Nice) (Jd. Sta. Rita); Representante dos Músicos: Vlademir José dos Santos (Mi) (Vl. Menck); Representante dos Acólitos e Coroinhas: Anderson Borges (Vl. Menck); Ministérios: Eudemir Moura, Rosangela Vince e Marcelo Nogueira (Jd. Platina) e Representante Regional: Luciana Messias.

Ao longo destes três anos, a EPL ainda vem reestruturando-se para melhor desenvolver suas atividades no campo pastoral e formativo, para a promoção da vida litúrgica de nossa paróquia, bem como, contribuir para a vida celebrativa e de oração dos grupos e equipes de liturgia proporcionando uma contínua assessoria, cursos, formações e reuniões com grupos específicos e formação continuada para as lideranças de liturgia de nossas comunidades.

Hoje, os membros da EPL são constituídos não somente por coordenadores comunitários de liturgia, mas por todos que de alguma forma, trabalham ou atuam nas celebrações de nossa paróquia; sejam eles, instrumentistas, cantores, acólitos, coroinhas, sacristãs, equipes de celebração, ministros extraordinários e animadores comunitários e de pastorais, que sentindo o convite do Grande Liturgo (Jesus Cristo), se empenham em colocar em prática os ideais propostos no evangelho, a exemplo das primeiras comunidades cristãs que tinham tudo em comum, pleiteando colocar em prática o que o Magistério da Igreja nos apresenta quanto a promoção da Vida Litúrgica e seu papel significativo na formação cristã e como itinerário para um verdadeiro encontro pessoal com o Cristo...

Agradeço a Deus pela oportunidade de fazer parte desta história, marcada por muitas lutas, mas repleta de alegrias, sonhos e conquistas, e tenho certeza que cada membro possa dizer o mesmo!

E para comemorar, agradecer e bendizer os grandes feitos de Deus em favor de seu povo, aproveito a oportunidade para convidar a cada um(a) para participar da Santa Missa que acontecerá hoje, às 19h30, na comunidade do Jd. Dávila, onde juntos, recordaremos e agradeceremos por mais um ano de nossa amada Equipe Paroquial de Liturgia.


A todos, um fraterno e abraço!

Eudemir Moura
Coord. Pastoral Litúrgica Paroquial
Equipe Paroquial de Liturgia (EPL)

terça-feira, 9 de abril de 2013

Inicia-se amanhã a 51ª Assembleia da CNBB em Aparecida



Entre os dias 10 a 19 de abril de 2013, realiza-se a 51ª Assembléia Geral da Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Tem como local o Centro de Eventos Pe. Vitor Coelho em Aparecida do Norte, SP. Reunidos em assembléia e em oração no Santuário de Nossa Senhora Aparecida. A 51ª Assembléia Geral da CNBB tem como tema: “Comunidade das comunidades: uma nova paróquia”. Nos últimos anos, a realidade da paróquia para os tempos atuais tem sido preocupação dos bispos, padres e da comunidade cristã. O mundo passa por mudanças rápidas e a mobilidade humana se concentrou nas cidades. Para responder a estas mudanças que a assembléia dos bispos vai promover um estudo na 51ª assembléia e em todas as comunidades católicas.

A nova paróquia sinaliza para espaço de hospitalidade e partilha onde os cristãos se sentem acolhidos.  Outro enfoque é a Paróquia como comunhão de mesa. Para os discípulos de Jesus, o valor comunitário da convivência fraterna prevalece sobre a observância de normas rituais. Isso supõe aceitar a comunhão de mesa que é o espaço do encontro, do diálogo, da presença e da familiaridade. O texto também acena para Paróquia como lugar da acolhida aos excluídos. Como tarefa especial os discípulos curam os doentes, libertam os possessos, purificam os leprosos, isto é, cuidam dos excluídos e, ao acolhê-los, refazem a vida comunitária.

Há uma forte insistência de que a paróquia seja como casa: Casa da Palavra, do pão e da amizade. A paróquia como casa pretende fornecer o conceito de lar, ambiente de vida, referência e aconchego de todos que transitam pelas estradas da vida. Recuperar a experiência de casa não significa fixar um território ou lugar, mas garantir o referencial para o cristão peregrino encontrar-se no lar. É uma estação, uma parada no caminho para a pátria definitiva. Uma estação para prosseguir na estrada de Jesus e com ele nos deter na casa dos amigos, como fazia em Betânia, na casa de Marta, Maria e Lázaro.

A realização da assembléia dos bispos no Brasil é marco histórico, pois as decisões que indicam os rumos da evangelização e da pastoral são tomadas nas assembléias. A assembléia dos bispos inicia com um período de preparação e de escuta das sugestões advindas das dioceses. O resultado dessa escuta é levado para assembléia onde os bispos por dez dias se debruçam sobre os mais variados temas que dizem respeito à evangelização, à vida da Igreja e à defesa da dignidade da pessoa humana.

A Igreja Católica no Brasil tem atualmente 44 arquidioceses; 211 dioceses; 03 eparquias; 13 prelazias; 01 Ordinariado militar. Conta com sete cardeais, 41 arcebispos na ativa e 29 eméritos, 218 bispos diocesanos e 114 eméritos. O total dos bispos do Brasil é de 460, sento que 149 já são eméritos, ou seja, já ultrapassaram os 75 anos de idade. Assim estarão na 51ª Assembléia em torno de 270 bispos.

A Palavra de Deus (Jo 20,19-31) neste domingo da misericórdia, em clima de ressurreição apresenta Jesus que se encontra com os discípulos e os saúda com a mensagem da paz. Depois soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles serão perdoados; aquém não perdoardes eles lhe serão retidos”. O ressuscitado é a certeza do perdão, da misericórdia e se manifesta a todos as pessoas e grupos que vivem e promovem a paz, a solidariedade e a reconciliação.

Tomé, um dos doze apóstolos não estava junto neste momento. Ao saber da presença de Jesus. Ele duvidou e confessou que só acreditaria se visse  Jesus e tocasse nas suas chagas. Oito dias depois, os discípulos estavam novamente reunidos e Tomé entre eles. Jesus lhe apareceu e disse. “Olha para minhas mãos e para o meu lado. Sou eu. E não sejas incrédulo”. Tomé ajoelhou-se e disse: “Meu Senhor e meu Deus”.

Jesus diz: “Bem-aventurados os que crêem sem terem visto”. Nós estamos entre os que “crêem sem terem visto”. Nós cremos na Palavra de Deus, na eucaristia, na certeza de que Jesus está em cada pessoa. A fé é a certeza de que Jesus está conosco.

Não cremos em coisas, mas cremos numa pessoa: Jesus Cristo.
Que o Sagrado Coração de Jesus, patrono da Diocese, derrame abundantes graças e bênçãos sobre cada um de nós. Saúde aos doentes, alegria aos tristes, esperança aos desanimados.

Dom Juventino Kestering é bispo da Diocese de Rondonópolis.


Curiosidades



O que é a Assembléia Geral?

Segundo o artigo 27 do Estatuto Canônico da CNBB, a Assembléia, órgão supremo da CNBB, “é a expressão e a realização maiores do afeto colegial, da comunhão e co-responsabilidade dos Pastores da Igreja no Brasil”. Reúne-se ordinariamente, uma vez por ano e, extraordinariamente, quando para fim determinado e urgente, sua convocação for requerida (cf. art. 31 Estatuto Canônico da CNBB).

De que trata a Assembléia Geral?

De assuntos pastorais de ordem espiritual e de ordem temporal e dos problemas emergentes da vida das pessoas e da sociedade, na perspectiva da evangelização. (Estatuto Canônico da CNBB, artigo 29).

Quem participa?

O artigo 33 do Estatuto Canônico da CNBB diz que “todos os membros da CNBB são convocados para a Assembléia Geral”. Também podem ser convidados os bispos eméritos e bispos não-membros da CNBB, “de qualquer rito, em comunhão com a Santa Sé e tendo domicílio canônico no País” (artigo 106).

Assembléia Eletiva

A presidência da CNBB permanece no cargo apenas por dois mandatos consecutivos. A cada quatro anos a Assembléia Geral da CNBB elege nova presidência. Em votações separadas são eleitos o presidente, o vice-presidente e o secretário-geral da Conferência. (Estatuto Canônico da CNBB, artigo 43). Também são eleitos os presidentes das Comissões Episcopais de Pastorais.

Segundo o artigo 143 do Estatuto Canônico da CNBB, “as eleições quadrienais devem ser precedidas na Assembléia eletiva: a) pelo relatório da Presidência sobre a vida, as atividades pastorais e a administração patrimonial da CNBB, durante o quadriênio cessante; b) pela avaliação da Assembléia sobre o desempenho da CNBB e de seus responsáveis, no mesmo período; c) pela discussão e votação das diretrizes gerais para a Pastoral Orgânica do quadriênio que se inicia”.

O Artigo 148 do Estatuto afirma ainda que as “eleições serão realizadas em clima de intensa comunhão eclesial, contribuindo para isso o dia de espiritualidade”. A posse da nova presidência e dos novos presidentes das Comissões Episcopais Pastorais acontece antes do término da Assembléia. (Estatuto da CNBB, Art. 154).


51ª Assembleia da CNBB tem página no Facebook


Com o objetivo de ampliar os canais de comunicação da 51ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, a Equipe de Assessoria de Imprensa da CNBB criou uma página oficial no facebook que já está no ar. Durante a realização da Assembleia, em Aparecida, de 10 a 19 de abril, serão postados, diariamente, conteúdos na página como vídeos das coletivas de imprensa, boletim em áudio, galeria de fotos, entre outros.

 Assim, os veículos de comunicação que desejarem reproduzir os materiais, poderão utilizá-los livremente, com o devido crédito. Além disso, no site da CNBB serão postadas matérias, realeses e outras publicações sobre a 51ª Assembleia Geral. Conheça e curta a página: www.facebook.com/pages/Assembleia-Geral-daCNBB/632779040068974?fref=ts.

Fonte: Site Oficial da CNBB.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Cristo Ressuscitou!!! Aleluia!!!


Confira as fotos da Vigília Pascal 2013 das Comunidades da Área II clicando aqui.

Os Sinais da Páscoa


Páscoa significa passagem, ou agradecimento por um caminho de libertação percorrido. Já no Antigo Testamento isto estava muito presente na vida do Povo de Deus. A Páscoa era sinalizada por diversas passagens: da Caldeia para Canaã, daí para o Egito e, do Egito, para a Terra Prometida, atravessando o Mar Vermelho e o Deserto. Todas foram marcas de libertação.

Hoje, o grande sinal da Páscoa é a ressurreição de Jesus Cristo, o milagre da vida, realizando a grande aliança de Deus com seu povo, sinalizando a passagem do Antigo para o Novo Testamento. Após a morte de Cristo e seu sepultamento, os discípulos encontraram o sepulcro vazio, sinal “ainda duvidoso” de ressurreição, que foi confirmado mais tarde com as aparições, tornando fonte de fé para os cristãos.

Para entender os sinais do mistério da ressurreição é preciso acompanhar os primeiros tempos da Igreja. É fundamental compreender a Sagrada Escritura para entender o fato da morte gerar vida. Não é necessário ver para crer, mas o amor conduz o discípulo a ter fé no Cristo ressuscitado.

As cenas da Semana Santa continuam acontecendo ainda hoje. Elas reavivam em nós o caminho da Paixão de Cristo e nos lembram dos sofrimentos de tantas pessoas nas diversas faixas etárias e situações do momento. Além da pobreza vivida por muitos, temos as doenças, a violência no trânsito, nas afrontas à vida etc.

Os sinais da ressurreição estão presentes na sociedade hodierna. Eles podem ser vistos naqueles que conseguem vencer na vida, saindo de uma situação de sofrimento para uma vida mais saudável. Isto acontece tanto na condição física como também na via espiritual, no caminho de encontro com Jesus Cristo e na convivência  comunitária.

Quem faz a experiência da ressurreição, na prática da vida cristã, deve ter uma nova conduta de vida e passar a olhar e cuidar também das coisas do alto, sobrenaturais e dimensões divinas. Digo isto porque nossa vida é regida pela vitória de Cristo na cruz. Desejo uma Feliz Páscoa para todos os leitores.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba