sábado, 6 de julho de 2013

Lumen Fidei - Primeira Encíclica do Papa Francisco I

Lumen Fidei - A luz da fé, assim se intitula a primeira Encíclica do Papa Francisco que hoje foi apresentada em conferência de imprensa, no Vaticano. Dirigida aos bispos, sacerdotes, diáconos, religiosos e religiosas e a todos os fiéis leigos, a Encíclica – explica o Papa Francisco - já estava "quase completada" por Bento XVI. Àquela "primeira versão" o atual Pontífice acrescentou "ulteriores contribuições". A finalidade do documento é recuperar o caráter de luz que é específico da fé, capaz de iluminar toda a existência humana.Quem acredita nunca está sozinho, porque a fé é um bem comum que ajuda a edificar as nossas sociedades, dando esperança. E’ este é o coração da Lumen fidei. Numa época como a nossa, a moderna - escreve o Papa - em que o acreditar se opõe ao pesquisar e a fé é vista como um salto no vazio que impede a liberdade do homem, é importante ter fé e confiar, com humildade e coragem, ao amor misericordioso de Deus, que endireita as distorções da nossa história.

Testemunha fiável da fé é Jesus, através do qual Deus atual realmente na história. Como na vida de cada dia confiamos no arquiteto, o farmacêutico, o advogado, que conhecem as coisas melhor que nós, assim também para a fé confiamos em Jesus, um especialista nas coisas de Deus. A fé sem a verdade não salva, diz em seguida o Papa – fica a ser apenas um bonito conto de fadas, sobretudo hoje em que se vive uma crise de verdade, porque se acredita apenas na tecnologia ou nas verdades do indivíduo, porque se teme o fanatismo e se prefere o relativismo. Pelo contrário, a fé não é intransigente, o crente não é arrogante: a verdade que vem do amor de Deus não se impõe pela violência, não esmaga o indivíduo e torna possível o diálogo entre fé e razão.

Se torna, portanto, essencial a evangelização: a luz de Jesus brilha no rosto dos cristãos e se transmite de geração em geração, através das testemunhas da fé. Mas de uma maneira especial, a fé se transmite através dos Sacramentos, como o Batismo e a Eucaristia, e através da confissão de fé do Credo e a Oração do Pai Nosso, que envolvem o crente nas verdades que confessa e o fazem ver com os olhos de Cristo. A fé é uma, sublinha o Papa, e a unidade da fé é a unidade da Igreja. Também é forte a ligação entre acreditar e construir o bem comum: a fé torna fortes os laços entre os homens e se coloca ao serviço da justiça, do direito e da paz. Essa não nos afasta do mundo, muito pelo contrário: se a tirarmos das nossas cidades, ficamos unidos apenas por medo ou por interesse. A fé, pelo contrário, ilumina a família fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher; ilumina o mundo dos jovens que desejam “uma vida grande", dá luz à natureza e nos ajuda a respeitá-la, para "encontrar modelos de desenvolvimento que não se baseiam apenas na "utilidade ou lucro, mas que consideram a criação como um dom”. Mesmo o sofrimento e a morte recebem um sentido do fato de confiarmos em Deus, escreve ainda o Pontífice: ao homem que sofre o Senhor não dá um raciocínio que explica tudo, mas a sua presença que o acompanha. Finalmente, o Papa lança um apelo: "Não deixemos que nos roubem a esperança, não deixemos que ela seja frustrada com soluções e propostas imediatas que nos bloqueiam o caminho para Deus”.

Fonte: CNBB

Baixe a Encíclica clicandoaqui




segunda-feira, 3 de junho de 2013

Solenidade de Corpus Christi 2013

Tapete de abertura confeccionado pela comunidade Santa Marida da Caridade

Santa Missa Campal

Coroinhas e Acólitos - Formação da Procissão com o Santíssimo Sacramento

Procissão com o Santíssimo Sacramento

Confira mais fotos da Solenidade de Corpus Christi clicando aqui.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

CNBB publica o Estudo 104


O estudo 104 “Comunidades de comunidade: uma nova paróquia” foi publicado pelas Edições CNBB, após a aprovação do texto durante a 51ª Assembleia Geral Bispos, deste ano, com o objetivo de servir de subsídio para reflexão e aprofundamento da vida paroquial. O texto aponta caminhos para ajudar as paróquias a serem verdadeiras "casas de comunhão e da vivência da Palavra"; como pede o Documento de Aparecida (DA), por “uma Igreja samaritana em estado permanente de missão”.

Na apresentação do estudo, o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, destaca que "como Paulo envia com os irmãos que com ele convivem uma carta às igrejas que estão na Galícia, assim os bispos do Brasil enviam esse texto às igrejas particulares no Brasil. Dom Leonardo diz que o estudo é para ser lido e refletido, "mas também para receber as contribuições necessárias no desejo de sermos uma Igreja que testemunha Aquele que realizou a vontade do Pai" (cf. Gl 1,1-5).

Dom Sérgio Castriani, arcebispo de Manaus e presidente da Comissão para o Tema Central da 51ª AG da CNBB explica que o estudo é um convite a toda a Igreja no Brasil para repensar sua prática. "Com muita esperança, a comissão de redação permanece na expectativa de receber as contribuições, como resultado do trabalho das igrejas particulares". 

Contribuições

 Os Regionais e Dioceses devem enviar as contribuições até 15 de outubro de 2013. Assim, o texto será enriquecido e submetido a apreciação dos bispos na próxima Assembleia Geral, de 30 a 09 de maio de 2014, para ser publicado como um documento. No site da CNBB foi criada uma sessão dedicada ao tema "Comunidades de comunidade: uma nova paróquia", onde é possível encontrar artigos dos bispos, contribuições dos Regionais e Dioceses, além de indicações de leitura e metodologia de trabalho. Está disponível, também, a versão para download do estudo 104 e o e-mail para o envio das contribuições. Acesse o link: Nova paróquia.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

De volta ao Tempo Comum




Com o término da Solenidade de Pentecostes, voltamos a celebração do Tempo Comum; mas você sabe o que isso significa?

O“Tempo comum”, “Tempo ordinário” ou “Tempo durante o ano” são três designações para o período de cerca de dois terços de todo o ano litúrgico (33 ou 34 semanas) e que tem como característica própria celebrar o mistério de Cristo na sua globalidade, em vez de se centrar numa dimensão desse mesmo mistério de Cristo.

As Normas apresentam este tempo litúrgico do seguinte modo (NGALC, n. 43-44): Além dos tempos referidos, que têm características próprias, há ainda trinta e três ou trinta e quatro semanas no ciclo do ano, que são destinadas não a celebrar um aspecto particular do mistério de Cristo, mas o próprio mistério de Cristo na sua globalidade, especialmente nos domingos. Este período é denominado Tempo Comum.

O Tempo Comum começa na segunda-feira a seguir ao domingo que ocorre depois do dia 6 de Janeiro e prolonga-se até à terça-feira antes da Quaresma inclusive; retoma-se na segunda-feira a seguir ao Domingo do Pentecostes e termina antes das Vésperas I do Domingo I do Advento. Para os domingos e os dias feriais deste tempo há uma série de formulários próprios, que se encontram no Missal e na Liturgia das Horas.

A grande dificuldade em perceber o que é específico do tempo comum está na oposição que estabelecemos com os restantes “tempos” do ano litúrgico. Como chamamos “tempos fortes” ao ciclo do Natal (Advento e Tempo do Natal) e da Páscoa (Quaresma, Tríduo Pascal e Tempo Pascal), tendemos a considerar o Tempo comum como um “tempo fraco”, por oposição aos outros ciclos. O ciclo do Natal e da Páscoa concentram-se numa dimensão do mistério de Cristo, o que lhes dá uma fisionomia própria e facilmente identificável. Mas isso não significa que o Tempo comum não tenha também identidade própria ou se defina apenas pela negativa: o período que não pertence aos dois ciclos celebrativos ditos “fortes”. Num certo sentido, também o Tempo comum é um “tempo forte”, destinado a aprofundar a presença de Cristo na existência cristã. Sem este Tempo comum, as nossas celebrações do ano litúrgico perderiam unidade, pois limitar-se-iam a considerar momentos episódicos da vida de Cristo e do seu mistério, sem contudo os integrar no conjunto da sua existência e, por isso, sem impregnar toda a nossa existência cristã. Além disso, importa ter presente que a semana “comum” ou “ordinária” nasceu, na Igreja, antes de qualquer um dos “tempos fortes”.

O novo Calendário enumera estes domingos de I a XXXIV, designando-os “per annum”. Já quanto aos dias feriais, não têm formulários próprios: usam-se os do Domingo correspondente. Contudo, o Lecionário apresenta leituras específicas para todos os dias feriais.

O que caracteriza este longo tempo litúrgico é a celebração do mistério de Cristo “na sua globalidade, especialmente nos Domingos” (Normas Gerais do Ano Litúrgico e do Calendário, n. 43). Esta globalidade significa que a manifestação do Senhor não se celebra exclusivamente no ciclo natalício, mas continua no Tempo comum; significa que a Páscoa não se celebra apenas no ciclo próprio, mas que ilumina toda a existência cristã ao longo do ano; significa que toda a vida de Cristo, com a salvação que traz e torna presente, acompanha a vivência cristã de todo o ano litúrgico.

É na celebração do Domingo, Dia do Senhor e “Páscoa semanal”, que o Tempo comum encontra o seu centro significativo. Ora, os Domingos do Tempo comum são aqueles que se podem considerar os Domingos no seu estado mais puro: Páscoa semanal e primeiro dia da semana, que dá sentido à vivência de toda a semana. Por isso, as orações da celebração eucarística, ao longo da semana, são as do Domingo.

Ao nível das leituras bíblicas, o Tempo comum tem também características próprias. O Evangelho, a mais importante das leituras bíblicas, é lido de forma semi-contínua. Deste modo, apresenta-nos a vida de Jesus e as suas palavras, não apenas nos grandes momentos, mas também na normalidade quotidiana dos seus gestos e dos seus ensinamentos. Os textos evangélicos aparecem-nos, assim, como a grande escola dos discípulos de Cristo, dos cristãos, que acompanham o Mestre e O escutam no dia a dia; que procuram configurar as suas vidas com a do próprio Cristo. O Tempo comum é tempo de amadurecimento da vivência da fé, até ao momento culminante da solenidade de Cristo Rei.

Solenidades e festas do Senhor no Tempo Comum

A Liturgia celebra o mistério de Cristo na sua totalidade, ao longo do ano litúrgico. Celebra os momentos da história da salvação, a partir do mistério de Cristo. Os acontecimentos da vida de Jesus não aparecem como momentos isolados: é sempre a totalidade da obra da redenção que é celebrada. Contudo, desde o período medieval que entraram na Liturgia as chamadas festas devocionais ou de “idéias”. O Missal atual, no final do Próprio do Tempo, apresentam uma série de solenidades do Senhor no Tempo “per annum”: Santíssima Trindade, Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, Sagrado Coração de Jesus, Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo. Nenhuma destas celebrações se centra em algum aspecto do mistério de Cristo que não esteja já presente em outras celebrações do ano litúrgico. A nível teológico, são “duplicados”, que sublinham sempre aspectos do único mistério de Cristo já presentes noutros momentos do ano. Todas estas solenidades nasceram no segundo milênio cristão.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Rumo a Solenidade de Pentecostes


Neste mês de maio, somos convidados a mergulharmos no mais profundo do amor de Deus através da pessoa do Espirito Santo. Preparemo-nos para esta grande Solenidade em que celebramos o nascimento da Igreja meditando numa das reflexões do saudoso Beato João Paulo II, na Audiência Geral do dia 13 de setembro de 2000.

O Espírito Santo na vida do cristão


1. No Cenáculo, na última noite de sua vida terrena, Jesus promete cinco vezes o Dom do Espírito Santo (cf. Jo 14, 16-17; 14, 26; 15, 26-27; 16, 7-11; 16, 12-15). no mesmo lugar, na tarde de Páscoa, o Ressuscitado se apresenta aos apóstolos e infunde o Espírito prometido, com o gesto simbólico do hálito e com as palavras: "¡Recebei o Espírito Santo!" (Jo 20, 22). Cinqüenta dias depois, outra vez no Cenáculo, o Espírito Santo irrompe com sua potência transformando os corações e a vida dos primeiros testemunhas do Evangelho.

Desde então, toda a história da Igreja, em suas dinâmicas mais profundas, está impregnada pela presença da ação do Espírito, "entregue sem medida" aos que crêem em Cristo (cf. Jo 3, 34). O encontro com Cristo comporta o dom do Espírito Santo que, como dizia o grande padre da igreja, Basílio, "se difunde em todos sem que experimente diminuição alguma, está presente em cada um dos que são capazes de recebê-lo como se fossem os únicos, e em todos difunde a graça suficiente e completa" ("De Spiritu Sancto", IX, 22). Desde os primeiros instantes de vida cristã.

2. O apóstolo Paulo, na passagem da Carta aos Gálatas que acabamos de escutar (cf. 5, 16-18. 22-25), delineia "o fruto do Espírito" (5, 22) fazendo a lista de una gama de virtudes que faz florescer na existência do fiel. O Espírito Santo se encontra na raiz da experiência de fé. De fato, no Batismo, nos convertemos em filhos de Deus graças precisamente ao Espírito: "A proba de que sois filhos é que Deus enviou a nossos corações o Espírito de seu Filho que clama: Abbá, Pai!" (Gl 4, 6).

No próprio manancial da existência cristã, quando nascemos como criaturas novas, encontra-se o sopro do Espírito, que nos faz filhos no Filho e nos faz "caminhar" pelos caminhos de justiça e salvação (cf. Gl 5, 16).

O Espírito na prova

3. Toda a aventura do cristão terá que desenvolver-se, portanto, sob a influência do Espírito. Quando Ele nos volta a apresentar a Palavra de Cristo, resplandece em nosso interior a luz da verdade, como tinha prometido Jesus: "o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos disse" (João 14, 26; cf. 16,12-15).

O Espírito está junto de nós no momento da prova, convertendo-se em nosso defensor e apoio: "Quando vos entregares, não vos preocupeis de como ou o que deveis falar. O que tendes que falar vos será comunicado naquele momento. Porque não sereis vós que falareis, mas o Espírito de vosso Pai que falará em vós" (Mt 10, 19-20). O Espírito se encontra nas raízes da liberdade cristã, que liberta do jugo do pecado. O diz claramente o apóstolo Paulo: "A lei do espírito que dá a vida em Cristo Jesus te libertou a lei do pecado e da morte" (Romanos 8, 2). A vida moral --como nos lembra São Paulo pelo fato de ser irradiada pelo Espírito produz frutos de "amor, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio de si" (Gálatas 5, 22).

O Espírito e a comunidade

4. O Espírito anima a toda a comunidade dos fiéis em Cristo. Esse mesmo apóstolo celebra através da imagem do corpo a multiplicidade e a riqueza, assim como a unidade da Igreja, como obra do Espírito Santo. Por um lado, Paulo faz uma lista da variedade de carismas, quer dizer, dos dons particulares oferecidos aos membros da Igreja (cf. 1Cor 12, 1-10); por outro, confirma que "todas estas coisas são obra de um mesmo e único Espírito, distribuindo-as a cada um em particular segundo sua vontade" (1Cor 12, 11). De fato, "em um só Espírito fomos todos batizados, para não formar mais que um corpo, judeus e gregos, escravos e livres. E todos bebemos de um só Espírito" (1Cor 12, 13). O Espírito e nosso destino Por último, devemos ao Espírito o poder alcançar nosso destino de glória. São Paulo utiliza neste sentido a imagem do "selo" e o "penhor": "fostes selados com o Espírito Santo da Promessa, que é penhor de nossa herança, para redenção do Povo de sua possessão, para louvor de sua glória"
(Ef 1, 13-14; cf. 2Cor 1, 22; 5,5). Em síntese: toda a vida do cristão, desde as origens até sua última meta, está sob a bandeira e a obra do Espírito Santo.

Mensagem do Jubileu

5. Gosto de lembrar, no transcurso deste ano jubilar, o que afirmava na encíclica dedicada ao Espírito Santo: "O grande Jubileu do ano dos mil contém, portanto, uma mensagem de libertação por obra do Espírito, que é o único que pode ajudar as pessoas e as comunidades a libertar-se dos velhos e novos determinismos, guiando-os com a "lei do espírito que dá a vida em Cristo Jesus", descobrindo e realizando a plena dimensão da verdadeira liberdade do homem. Com efeito --como escreve São Paulo-- "onde está o Espírito do Senhor, ali está a liberdade"" (Dominum et vivificantem, n. 60). Ponhamo-nos, portanto, nas mãos da ação libertadora do Espírito, fazendo nossa a surpresa de Simeão o Novo Teólogo, que se dirige à terceira pessoa divina nestes termos": "Vejo a beleza de tua graça, contemplo seu fulgor e o reflexo de sua luz; me arrebata seu esplendor indescritível; sou empurrado fora de mim enquanto penso em mim mesmo; vejo como era e o que sou agora. Ó prodígio! Estou atento, cheio de respeito para mim mesmo, de reverência e de temor, como se estivesse diante de ti; não sei o que fazer porque a timidez me domina; não sei onde sentar-me, aonde aproximar-me, onde reclinar estes membros que são teus; em que obras ocupar estas surpreendentes maravilhas divinas" (Hinos II, 19-27; cf. Exortação apostólica pos-sinodal "Vita consecrata", n. 20).

João Paulo II.


quarta-feira, 10 de abril de 2013

3º Aniversário da EPL



Amados irmãos e irmãs em Cristo,

Parece que foi ontem que iniciamos esta grande obra denominada Equipe Paroquial de Liturgia, a famosa "EPL" como nossas comunidades e as pessoas mais simples a conhecem.

Talvez, muitos não conheçam a nossa história, nossa caminhada ao longo destes anos, e por isso, possam criticar ou supervalorizar fatos, situações que viram e vêem, sem conhecer de fato, o que é esta Pastoral, sua espiritualidade, carisma e missão própria dentro de nossa paróquia, bem como seus idealizadores e membros que, imbuídos do espírito renovador do Concílio Vaticano II, esforçam-se em promover em nossas comunidades, o desejo de transformação, inculturação, resgate da espiritualidade, valorização da pessoa humana a partir do culto, de nossas celebrações, momentos formativos e da vivência / experiência pessoal com o Cristo.

Parece que foi ontem que, com a posse do cônego Pe. Sergio Bernardi crl como pároco da matriz Nossa Senhora Aparecida de Vila Piauí, foram erigidos os três grandes Conselhos que teriam como missão, a animação e encaminhamento de atividades específicas conforme sua finalidade: com isso, constituíram-se o Conselho Administrativo (CA), composto pelos tesoureiros e administradores das comunidades; o Conselho Paroquial de Pastoral (CPP), formado pelos coordenadores de pastoral e animadores comunitários; e o Conselho Paroquial de Liturgia (CPL), constituído pelos coordenadores de liturgia de nossas comunidades.

Com isso, no dia 10 de abril de 2010, algumas pessoas foram eleitas como responsáveis pelo CPL, e de forma especial, como organizadores das atividades litúrgicas paroquiais. Na ocasião, foram indicados como Coordenador: Eudemir Moura (Jd. Sta. Rita); Vice-coordenadora: Rudinéia Silva (Bela Vista), Secretária: Annahi Carmelin (Pq. Bandeirantes); Representante Regional: Luciana Messias (Jd. Dávila).

No dia 21 de abril do mesmo ano, os coordenadores de liturgia das demais comunidades, juntamente com outras pessoas que possuíam certo apreço pela liturgia, reuniram-se na Comunidade São Judas Tadeu – Pq. Bandeirantes, para aí, realizarem a primeira reunião da então, não definida, Equipe Paroquial de Liturgia (EPL), que teria sua formação oficializada no dia 01 de julho de 2010, com a realização de um Retiro Formativo, a Celebração do 1º Capítulo da Equipe e a Benção de Envio para o exercício de suas atividades, pelas mãos do mesmo pároco. A primeira formação da EPL fora constituída pelos seguintes membros e suas funções: Coordenador: Eudemir Moura (Jd. Sta. Rita); Vice-Coordenadora: Annahi Carmelin (Pq. Bandeirantes); Secretária: Rosangela Maciel Vince (Vl. Piauí); Tesoureira: Carmelúcia Alves (Vl. Clarice); Conselheiro: Seminarista Edi Carlos Mario e Silva (CRL). Neste mesmo Capítulo foram indicadas para animação das subequipes as seguintes pessoas: Representante das Equipes Comunitárias de Liturgia: Annahi Carmelin, Carmelúcia Alves, Luciana Messias e Cleonice Ana de Paula (Nice) (Jd. Sta. Rita); Representante dos Músicos: Vlademir José dos Santos (Mi) (Vl. Menck); Representante dos Acólitos e Coroinhas: Anderson Borges (Vl. Menck); Ministérios: Eudemir Moura, Rosangela Vince e Marcelo Nogueira (Jd. Platina) e Representante Regional: Luciana Messias.

Ao longo destes três anos, a EPL ainda vem reestruturando-se para melhor desenvolver suas atividades no campo pastoral e formativo, para a promoção da vida litúrgica de nossa paróquia, bem como, contribuir para a vida celebrativa e de oração dos grupos e equipes de liturgia proporcionando uma contínua assessoria, cursos, formações e reuniões com grupos específicos e formação continuada para as lideranças de liturgia de nossas comunidades.

Hoje, os membros da EPL são constituídos não somente por coordenadores comunitários de liturgia, mas por todos que de alguma forma, trabalham ou atuam nas celebrações de nossa paróquia; sejam eles, instrumentistas, cantores, acólitos, coroinhas, sacristãs, equipes de celebração, ministros extraordinários e animadores comunitários e de pastorais, que sentindo o convite do Grande Liturgo (Jesus Cristo), se empenham em colocar em prática os ideais propostos no evangelho, a exemplo das primeiras comunidades cristãs que tinham tudo em comum, pleiteando colocar em prática o que o Magistério da Igreja nos apresenta quanto a promoção da Vida Litúrgica e seu papel significativo na formação cristã e como itinerário para um verdadeiro encontro pessoal com o Cristo...

Agradeço a Deus pela oportunidade de fazer parte desta história, marcada por muitas lutas, mas repleta de alegrias, sonhos e conquistas, e tenho certeza que cada membro possa dizer o mesmo!

E para comemorar, agradecer e bendizer os grandes feitos de Deus em favor de seu povo, aproveito a oportunidade para convidar a cada um(a) para participar da Santa Missa que acontecerá hoje, às 19h30, na comunidade do Jd. Dávila, onde juntos, recordaremos e agradeceremos por mais um ano de nossa amada Equipe Paroquial de Liturgia.


A todos, um fraterno e abraço!

Eudemir Moura
Coord. Pastoral Litúrgica Paroquial
Equipe Paroquial de Liturgia (EPL)

terça-feira, 9 de abril de 2013

Inicia-se amanhã a 51ª Assembleia da CNBB em Aparecida



Entre os dias 10 a 19 de abril de 2013, realiza-se a 51ª Assembléia Geral da Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Tem como local o Centro de Eventos Pe. Vitor Coelho em Aparecida do Norte, SP. Reunidos em assembléia e em oração no Santuário de Nossa Senhora Aparecida. A 51ª Assembléia Geral da CNBB tem como tema: “Comunidade das comunidades: uma nova paróquia”. Nos últimos anos, a realidade da paróquia para os tempos atuais tem sido preocupação dos bispos, padres e da comunidade cristã. O mundo passa por mudanças rápidas e a mobilidade humana se concentrou nas cidades. Para responder a estas mudanças que a assembléia dos bispos vai promover um estudo na 51ª assembléia e em todas as comunidades católicas.

A nova paróquia sinaliza para espaço de hospitalidade e partilha onde os cristãos se sentem acolhidos.  Outro enfoque é a Paróquia como comunhão de mesa. Para os discípulos de Jesus, o valor comunitário da convivência fraterna prevalece sobre a observância de normas rituais. Isso supõe aceitar a comunhão de mesa que é o espaço do encontro, do diálogo, da presença e da familiaridade. O texto também acena para Paróquia como lugar da acolhida aos excluídos. Como tarefa especial os discípulos curam os doentes, libertam os possessos, purificam os leprosos, isto é, cuidam dos excluídos e, ao acolhê-los, refazem a vida comunitária.

Há uma forte insistência de que a paróquia seja como casa: Casa da Palavra, do pão e da amizade. A paróquia como casa pretende fornecer o conceito de lar, ambiente de vida, referência e aconchego de todos que transitam pelas estradas da vida. Recuperar a experiência de casa não significa fixar um território ou lugar, mas garantir o referencial para o cristão peregrino encontrar-se no lar. É uma estação, uma parada no caminho para a pátria definitiva. Uma estação para prosseguir na estrada de Jesus e com ele nos deter na casa dos amigos, como fazia em Betânia, na casa de Marta, Maria e Lázaro.

A realização da assembléia dos bispos no Brasil é marco histórico, pois as decisões que indicam os rumos da evangelização e da pastoral são tomadas nas assembléias. A assembléia dos bispos inicia com um período de preparação e de escuta das sugestões advindas das dioceses. O resultado dessa escuta é levado para assembléia onde os bispos por dez dias se debruçam sobre os mais variados temas que dizem respeito à evangelização, à vida da Igreja e à defesa da dignidade da pessoa humana.

A Igreja Católica no Brasil tem atualmente 44 arquidioceses; 211 dioceses; 03 eparquias; 13 prelazias; 01 Ordinariado militar. Conta com sete cardeais, 41 arcebispos na ativa e 29 eméritos, 218 bispos diocesanos e 114 eméritos. O total dos bispos do Brasil é de 460, sento que 149 já são eméritos, ou seja, já ultrapassaram os 75 anos de idade. Assim estarão na 51ª Assembléia em torno de 270 bispos.

A Palavra de Deus (Jo 20,19-31) neste domingo da misericórdia, em clima de ressurreição apresenta Jesus que se encontra com os discípulos e os saúda com a mensagem da paz. Depois soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles serão perdoados; aquém não perdoardes eles lhe serão retidos”. O ressuscitado é a certeza do perdão, da misericórdia e se manifesta a todos as pessoas e grupos que vivem e promovem a paz, a solidariedade e a reconciliação.

Tomé, um dos doze apóstolos não estava junto neste momento. Ao saber da presença de Jesus. Ele duvidou e confessou que só acreditaria se visse  Jesus e tocasse nas suas chagas. Oito dias depois, os discípulos estavam novamente reunidos e Tomé entre eles. Jesus lhe apareceu e disse. “Olha para minhas mãos e para o meu lado. Sou eu. E não sejas incrédulo”. Tomé ajoelhou-se e disse: “Meu Senhor e meu Deus”.

Jesus diz: “Bem-aventurados os que crêem sem terem visto”. Nós estamos entre os que “crêem sem terem visto”. Nós cremos na Palavra de Deus, na eucaristia, na certeza de que Jesus está em cada pessoa. A fé é a certeza de que Jesus está conosco.

Não cremos em coisas, mas cremos numa pessoa: Jesus Cristo.
Que o Sagrado Coração de Jesus, patrono da Diocese, derrame abundantes graças e bênçãos sobre cada um de nós. Saúde aos doentes, alegria aos tristes, esperança aos desanimados.

Dom Juventino Kestering é bispo da Diocese de Rondonópolis.


Curiosidades



O que é a Assembléia Geral?

Segundo o artigo 27 do Estatuto Canônico da CNBB, a Assembléia, órgão supremo da CNBB, “é a expressão e a realização maiores do afeto colegial, da comunhão e co-responsabilidade dos Pastores da Igreja no Brasil”. Reúne-se ordinariamente, uma vez por ano e, extraordinariamente, quando para fim determinado e urgente, sua convocação for requerida (cf. art. 31 Estatuto Canônico da CNBB).

De que trata a Assembléia Geral?

De assuntos pastorais de ordem espiritual e de ordem temporal e dos problemas emergentes da vida das pessoas e da sociedade, na perspectiva da evangelização. (Estatuto Canônico da CNBB, artigo 29).

Quem participa?

O artigo 33 do Estatuto Canônico da CNBB diz que “todos os membros da CNBB são convocados para a Assembléia Geral”. Também podem ser convidados os bispos eméritos e bispos não-membros da CNBB, “de qualquer rito, em comunhão com a Santa Sé e tendo domicílio canônico no País” (artigo 106).

Assembléia Eletiva

A presidência da CNBB permanece no cargo apenas por dois mandatos consecutivos. A cada quatro anos a Assembléia Geral da CNBB elege nova presidência. Em votações separadas são eleitos o presidente, o vice-presidente e o secretário-geral da Conferência. (Estatuto Canônico da CNBB, artigo 43). Também são eleitos os presidentes das Comissões Episcopais de Pastorais.

Segundo o artigo 143 do Estatuto Canônico da CNBB, “as eleições quadrienais devem ser precedidas na Assembléia eletiva: a) pelo relatório da Presidência sobre a vida, as atividades pastorais e a administração patrimonial da CNBB, durante o quadriênio cessante; b) pela avaliação da Assembléia sobre o desempenho da CNBB e de seus responsáveis, no mesmo período; c) pela discussão e votação das diretrizes gerais para a Pastoral Orgânica do quadriênio que se inicia”.

O Artigo 148 do Estatuto afirma ainda que as “eleições serão realizadas em clima de intensa comunhão eclesial, contribuindo para isso o dia de espiritualidade”. A posse da nova presidência e dos novos presidentes das Comissões Episcopais Pastorais acontece antes do término da Assembléia. (Estatuto da CNBB, Art. 154).


51ª Assembleia da CNBB tem página no Facebook


Com o objetivo de ampliar os canais de comunicação da 51ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, a Equipe de Assessoria de Imprensa da CNBB criou uma página oficial no facebook que já está no ar. Durante a realização da Assembleia, em Aparecida, de 10 a 19 de abril, serão postados, diariamente, conteúdos na página como vídeos das coletivas de imprensa, boletim em áudio, galeria de fotos, entre outros.

 Assim, os veículos de comunicação que desejarem reproduzir os materiais, poderão utilizá-los livremente, com o devido crédito. Além disso, no site da CNBB serão postadas matérias, realeses e outras publicações sobre a 51ª Assembleia Geral. Conheça e curta a página: www.facebook.com/pages/Assembleia-Geral-daCNBB/632779040068974?fref=ts.

Fonte: Site Oficial da CNBB.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Cristo Ressuscitou!!! Aleluia!!!


Confira as fotos da Vigília Pascal 2013 das Comunidades da Área II clicando aqui.

Os Sinais da Páscoa


Páscoa significa passagem, ou agradecimento por um caminho de libertação percorrido. Já no Antigo Testamento isto estava muito presente na vida do Povo de Deus. A Páscoa era sinalizada por diversas passagens: da Caldeia para Canaã, daí para o Egito e, do Egito, para a Terra Prometida, atravessando o Mar Vermelho e o Deserto. Todas foram marcas de libertação.

Hoje, o grande sinal da Páscoa é a ressurreição de Jesus Cristo, o milagre da vida, realizando a grande aliança de Deus com seu povo, sinalizando a passagem do Antigo para o Novo Testamento. Após a morte de Cristo e seu sepultamento, os discípulos encontraram o sepulcro vazio, sinal “ainda duvidoso” de ressurreição, que foi confirmado mais tarde com as aparições, tornando fonte de fé para os cristãos.

Para entender os sinais do mistério da ressurreição é preciso acompanhar os primeiros tempos da Igreja. É fundamental compreender a Sagrada Escritura para entender o fato da morte gerar vida. Não é necessário ver para crer, mas o amor conduz o discípulo a ter fé no Cristo ressuscitado.

As cenas da Semana Santa continuam acontecendo ainda hoje. Elas reavivam em nós o caminho da Paixão de Cristo e nos lembram dos sofrimentos de tantas pessoas nas diversas faixas etárias e situações do momento. Além da pobreza vivida por muitos, temos as doenças, a violência no trânsito, nas afrontas à vida etc.

Os sinais da ressurreição estão presentes na sociedade hodierna. Eles podem ser vistos naqueles que conseguem vencer na vida, saindo de uma situação de sofrimento para uma vida mais saudável. Isto acontece tanto na condição física como também na via espiritual, no caminho de encontro com Jesus Cristo e na convivência  comunitária.

Quem faz a experiência da ressurreição, na prática da vida cristã, deve ter uma nova conduta de vida e passar a olhar e cuidar também das coisas do alto, sobrenaturais e dimensões divinas. Digo isto porque nossa vida é regida pela vitória de Cristo na cruz. Desejo uma Feliz Páscoa para todos os leitores.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba

quinta-feira, 28 de março de 2013

5ª feira Santa: Missa da Ceia do Senhor




Antes de realizar sua Páscoa, Jesus deu o sentido do que iria acontecer. Mais do que isso, Jesus deixou o memorial da salvação que trazia a toda a humanidade.

Jesus nos deu uma ordem: “Fazei isto em memória de mim”. Obedecendo ao mandato de Jesus, a Igreja torna perpétua a presença da vida de Cristo entregue ao mundo quando celebra a Santa Missa. Apesar das mudanças na forma da Missa ao longo dos séculos e dos diversos ritos litúrgicos, desde as origens, a Igreja continua repetindo o gesto de Jesus mantendo a sua essência. Dizemos que a Eucaristia é um memorial. Este termo nos traz à mente as palavras memória e recordação. Contudo, o termo memorial não significa uma mera lembrança do passado. A missa não é um teatro, pois o sacrifício que Cristo ofereceu na cruz torna-se sempre atual: todas as vezes que se celebra no altar o sacrifício da cruz, acontece novamente a nossa redenção. Em cada missa, Cristo está novamente presente: o Senhor que se oferece e o Senhor ressuscitado que nos anima.

Enquanto São Paulo e os evangelhos sinóticos nos trazem a ceia, João prefere relatar outro aspecto desta noite: o lava pés. Jesus veio para servir, dando a sua vida pela humanidade. A humildade do serviço nos remete a uma fraternidade universal e fundamenta o amor, e o amor é a base da comunhão. Se não há comunhão fraterna, a Eucaristia não pode ser celebrada, pois se comunga a própria condenação (1Cor 11,29). Como nos diz o mesmo São Paulo: “O cálice da bênção que abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo? O pão que partimos, não é comunhão com o corpo de Cristo? Um é o pão e um é o corpo que formamos apesar de muitos; pois todos nós partilhamos do mesmo pão” (1 Cor 10, 16-17).

Jesus fez o que faz um servo, lavou os pés. A comunidade de Jesus é uma sociedade de irmãos que vive a experiência do amor, do serviço e da missão. Nela não há senhores e servos, não há classes, não há o predomínio do poder. Ninguém pode se utilizar de seus cargos, títulos ou papéis sociais para sobrepujar os outros, para ter privilégios. Na comunidade de discípulos de Jesus há irmãos que se colocam a serviço do Reino.

Neste ano, lavemos os pés dos jovens, como sinal de nosso compromisso com eles, pois eles precisam de nosso amor e abertura. Lavemos os pés dos jovens como sinal de que eles são apóstolos do mundo e da Igreja. Lavemos os pés dos jovens como sinal de penitência, por todas as vezes que lhes negamos espaço na comunidade eclesial, pelas vezes que não entendemos o seu fervor, pelas vezes que não investimos neles e não acreditamos numa Igreja jovem.

Nentwig. Pe Roberto. Homilias do Tríduo Pascal. Missa da Ceia do Senhor.  Disponível em: http://catequeseebiblia.blogspot.com.br/. Acesso em 28/03/2013.


segunda-feira, 25 de março de 2013

Comunidades celebram o Domingo de Ramos na matriz de Vila Piauí


Confira abaixo algumas fotos da Missa de Ramos Paroquial, celebrada no 24/03/2013, na praça em frente à comunidade matriz de Vila Piauí:







 Confira outras fotos clicando aqui.

sábado, 23 de março de 2013

Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor





No Domingo de Ramos, vamos ao encontro de Jesus para acolhê-lo em nossa comunidade com canções e hosanas de alegria. Somos convidados a contemplar o Mistério Pascal na Cruz de Jesus Cristo, o local onde ele se revela como Filho de Deus e como nosso Salvador. A Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo é a manifestação do grande Mistério de Deus para salvar a humanidade. Na Cruz, Jesus é o servo sofredor, aquele que é ironizado como Messias fracassado, mas que, por sua obediência é exaltado por Deus com um nome que está acima de todo nome.

A celebração de hoje é, em certo sentido, uma festa de Cristo Rei, Rei-Messias! Mas, estejamos atentos: Cristo entra na Cidade Santa, montado, não num cavalo, que simboliza força e poder, mas num jumentinho, usado pelos pobres nos serviços mais duros e humildes.

Fonte: Liturgia Conciliar

sexta-feira, 22 de março de 2013

Missa de Investidura dos Acólitos Confiados e Renovação Anual do Compromisso Litúrgico dos Coroinhas


No dia 10/03/2013 na Comunidade Menino Jesus de Praga, aconteceu a primeira Missa Paroquial de Investidura de Acólitos Confiados, que após uma longa preparação mostraram-se aptos a exercerem o ministério Confiado de Acólitos a serviço da liturgia e do povo de Deus. 

Jovens candidatos ao Acolitato Confiado

Presidida pelo Pe. Alexandre Ferreira crl, após a homilia, seguiu-se o Rito de Nomeação onde os Acólitos de nossa Paróquia foram revestidos com suas novas vestes, símbolo deste Ministério. Nossos Coroinhas renovaram seu compromisso de servir a Jesus diante de toda a assembléia. Foi um momento certamente de muita emoção, e de partilha entre as comunidades de nossa paróquia.

Acólitos Confiados e Coroinhas da Paróquia Nossa Senhora Aparecida - Vila Piauí

Literalmente o “Domingo da Alegria” (4º Dom. Quaresma) contagiou a todos os presentes, que puderam vivenciar e contemplar a graça de dizer o seu sim a Jesus, e firmar o compromisso com o projeto de Deus, de poder ser sempre a presença do Sagrado através de gestos e ações na Sagrada Liturgia. 

Que Deus abençoe a caminhada e o ministério dos Acólitos e Coroinhas de nossa paróquia!

Tamires Sales Alves
Vice-Coordenadora da Subequipe de Acólitos e Coroinhas
Equipe Paroquial de Liturgia


Confira as fotos clicando aqui.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Compreendendo o Tempo da Quaresma



 Chama-se Quaresma os 40 dias de jejum e penitência que precedem à festa da Páscoa. Essa preparação existe desde o tempo dos Apóstolos, que limitaram sua duração a 40 dias , em memória do jejum de Jesus Cristo no deserto. Durante esse tempo a Igreja veste seus ministros com paramentos de cor roxa e suprime os cânticos de alegria: O "Glória", o "Aleluia" e o "Te Deum".

Na Quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Nesse tempo santo, a Igreja católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade.
Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa.

Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo.

Por que a cor roxa?

A cor litúrgica deste tempo é o roxo que simboliza a penitência e a contrição. Usa-se no tempo da Quaresma e do Advento.

Nesta época do ano, os campos se enfeitam de flores roxas e róseas das quaresmeiras. Antigamente, era costume cobrir também de roxo as imagens nas igrejas. Na nossa cultura, o roxo lembra tristeza e dor. Isto porque na Quaresma celebramos a Paixão de Cristo: na Via-Sacra contemplamos Jesus a caminho do Calvário.

Qual o significado destes 40 dias?

Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia. Nela, é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer.

O Jejum

A igreja propõe o jejum principalmente como forma de sacrifício, mas também como uma maneira de educar-se, de ir percebendo que, o que o ser humano mais necessita é de Deus. Desta forma se justifica as demais abstinências, elas têm a mesma função. Oficialmente, o jejum deve ser feito pelos cristãos batizados, na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa.
Pela lei da igreja, o jejum é obrigatório nesses dois dias para pessoas entre 18 e 60 anos. Porém, podem ser substituídos por outros dias na medida da necessidade individual de cada fiel, e também praticados por crianças e idosos de acordo com suas disponibilidades.
O jejum, assim como todas as penitências, é visto pela igreja como uma forma de educação no sentido de se privar de algo e reverte-lo em serviços de amor, em práticas de caridade. Os sacrifícios, que podem ser escolhidos livremente, por exemplo: um jovem deixa de mascar chicletes por um mês, e o valor que gastaria nos doces é usado para o bem de alguém necessitado.

Qual é a relação entre Campanha da Fraternidade e a Quaresma?

A Campanha da Fraternidade é um instrumento para desenvolver o espírito quaresmal de conversão e renovação interior a partir da realização da ação comunitária, que para os católicos, é a verdadeira penitência que Deus quer em preparação da Páscoa. Ela ajuda na tarefa de colocar em prática a caridade e ajuda ao próximo. É um modo criativo de concretizar o exercício pastoral de conjunto, visando a transformação das injustiças sociais.
Desta forma, a Campanha da Fraternidade é maneira que a Igreja no Brasil celebra a quaresma em preparação à Páscoa. Ela dá ao tempo quaresmal uma dimensão histórica, humana, encarnada e principalmente comprometida com as questões específicas de nosso povo, como atividade essencial ligada à Páscoa do Senhor.

Quais são os rituais e tradições associados com este tempo?

As celebrações têm início no Domingo de Ramos, ele significa a entrada triunfal de Jesus, o começo da semana santa. Os ramos simbolizam a vida do Senhor, ou seja, Domingo de Ramos é entrar na Semana Santa para relembrar aquele momento.

Depois, celebra-se a Ceia do Senhor, realizada na quinta-feira Santa, conhecida também como o lava pés. Ela celebra Jesus criando a eucaristia, a entrega de Jesus e portanto, o resgate dos pecadores.

Depois, vem a missa da Sexta-feira da paixão, também conhecida como Sexta-feira Santa, que celebra a morte do Senhor, às 15h00. Na sexta à noite geralmente é feita uma procissão ou ainda a Via Sacra, que seria a repetição das 14 passagens da vida de Jesus.

No sábado à noite, o Sábado de Aleluia, é celebrada a Vigília Pascal, também conhecida como a Missa do Fogo. Nela o Círio Pascal é acesso, resultando as cinzas. O significado das cinzas é que do pó viemos e para o pó voltaremos, sinal de conversão e de que nada somos sem Deus. Um símbolo da renovação de um ciclo. Os rituais se encerram no Domingo, data da ressurreição de Cristo, com a Missa da Páscoa, que celebra o Cristo vivo.

Para se aprofundar mais sobre este Tempo Favorável, clique aqui e baixe um apostila completa sobre o Tempo Quaresmal.

Uma bela e frutuosa caminhada quaresmal a todos!!!

Referência:

CNBB. Diretório da Liturgia e da organização da Igreja no Brasil – 2013 – São Lucas – Ano C. Brasília. Edições CNBB. 2013.